O meteorologista Professor Adriano Marlison do ISARH, especialista em mudanças climáticas, dá dicas sobre o que fazer para minimizar impactos da previsão da Organização Mundial Meteorológica (OMM)
Estudos mostram que nos últimos anos 2016, 2019 e 2020 foram os três anos mais quentes já registrados; cada década, tem sido mais quente que a anterior; previsão é que o aquecimento global e outras tendências de mudança climática de longo prazo continuem devido aos níveis recordes de gases de efeito estufa na atmosfera. Espera-se nos próximos cinco anos, as temperaturas globais devem bater a marca dos registros atuais por causa dos gases que causam o efeito estufa, principalmente o aumento do CO2 a patamares de 419 ppm (Justine, 2021) e também do fenômeno El Niño, que está ocorrendo naturalmente, com previsão de intensificação entre julho e agosto deste ano devido ao aquecimento significativo do Oceano Pacífico. Esta combinação da mudança climática induzida por seres humanos que levará as temperaturas globais para patamares superiores aos acordos de Paris.